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A almadraba é uma arte de pesca milenar que ainda hoje perdura, praticamente com as mesmas características que possuía no início. Trata-se de um labirinto de redes que fazem com que os atuns caiam no chamado copo, onde ficam fechados até que é feita a chamada "levantá", processo durante o qual os atuns são subidos para bordo das embarcações. Actualmente, são vários os municípios que, no Golfo de Cádiz, contam com almadrabas, artes de pesca com as quais se capturam atuns vermelhos em trânsito do Oceano Atlântico para o Mar Mediterrâneo, onde vão desovar. Conil, Barbate, Zahara e Tarifa são as localidades nas quais encontramos esta arte de pesca milenar, em perigo de extinção.
Este perigo de extinção é devido à exploração e ao excesso de pesca deste recurso, sobretudo depois de os pesqueiros mediterrânicos estarem a ser esgotados. Estão a ser capturados atuns abaixo do seu peso de reprodução, estão a ser capturadas centenas de toneladas mais que o estabelecido, tudo isto devido à pressão comercial exercida pelo Japão.
De facto, há não muitos anos, desapareceu uma das almadrabas com que a Província de Cádiz contava, a Almadraba de Bolonia, em Tarifa, que fechou as suas redes devido à escassez de atum e às perdas económicas que sofria. |